VII FESTAR
5 Outubro – 21:45h
Grupo: Grupo Dramático e Recreativo da Retorta – Valongo
Peça: A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ROMEU E JULIETA de Laura Ferreira
Sinopse: O Senhor Capuleto, quando faleceu, deixou uma carta em que expressava, como ultima vontade, o desejo de ver sanadas as diferenças entre os Montecchio e os Capuleto.
A guerra entre as duas famílias dura há centenas de anos e além de ter já derramado muito sangue, lançou-lhes um feitiço atroz que só lhes trouxe infortúnio, má sorte no amor e…miséria.
Pois é, meus amigos, Montecchios e Capuletos são inimigos mortais, mal afortunados e… completamente falidos.
Pandora Capuleto, a filha mais nova, é persistente, astuta, inteligente e tem um objectivo único no seu horizonte – ver cumprida a vontade do seu saudoso pai… Elabora assim, com a ajuda da fiel criada Dalila, um plano infalível e bizarro para juntar as duas famílias rivais.
Esta é, na verdade, a verdadeira história de Romeu e Julieta. E começa num dia radioso de Primavera. Montecchios e Capuletos passeiam-se pelo mercado. O melhor mesmo, é virem ver o resto…
7 Outubro – 21:45h
Grupo: ATC – Teatro Construção – Famalicão
Peça: KAMONS – Erros meus, má fortuna, amor ardente de Nuno J. loureiro
Sinopse: Segundo Jorge de Sena: “Se pouco sabemos de Camões, biograficamente falando, tudo sabemos da sua persona poética, já que não muitos poetas em qualquer tempo transformaram a sua própria experiência e pensamento numa tal reveladora obra de arte como a poesia de Camões é.”
Este espectáculo é um exercício imaginário a partir de “pistas” encontradas na obra e nos estudos biográficos de Camões.
Aqui não viajamos até 1524 (possível data do seu nascimento). Aquilo que veremos, não acontece em data específica. Acontece no passado, no presente e no futuro. Pois é aí que encontramos Camões. Na sua intemporalidade, no espaço-tempo por excelência dos grandes génios que os mantém sempre actuais.
Aqui baptizamo-lo de “KaMoNs”, poderia ser um nickname da internet, poderia ser um nome de código militar, poderia ser o próprio Camões.
E aqui veremos um homem que quis viver neste mundo, alegre e contente somente, contentando-se com pouco, mas a dura realidade mostra-lhe que não é bem assim.
Camões escreveu os seus poemas conforme viveu. Foi um poeta marcado por múltiplas experiências. Como todos nós. Mas da dureza que a realidade lhe apresentava, brotou uma obra singular que nos define enquanto cultura e enquanto parte da Humanidade
8 Outubro – 21:45h
Grupo: OS QUATRO VENTOS – Grupo de Teatro Amador de Santo Tirso – Santo Tirso
Peça: RAPUNZEL de Jacob e Wilhelm Grimm
Sinopse: Rapunzel é uma jovem criada desde bebé numa torre sem porta no meio de uma floresta encantada. É‚ sem saber, prisioneira de uma feiticeira que julga ser a sua mãe. A feiticeira não a deixa cortar o seu cabelo e Rapunzel deixa-o crescer numa longa trança. Rapunzel nunca viu mais nenhuma pessoa; apenas olha o mundo através da poesia inocente que lê e canta, mas como em todos os contos de fadas… num certo dia… tudo se altera…
“Rapunzel” é um conto de fadas presente na colecção publicada em 1812 – “Kinder- und Hausmärchen” reunida pelos Irmãos Grimm. A história é uma adaptação do conto de fadas “Persinette” de Charlotte de La Force publicado em 1698.
9 Outubro – 21:45h
Grupo: COMPANHIA BOCA DE CENA – AGAIARTE – Vila Nova de Gaia
Peça: O DIA SEGUINTE de Luiz Francisco Rebello
Sinopse: No posfácio a Teatro I, o autor integra o texto numa fase “Experimental” que atravessou entre 1946 e 1951, considerando “O Dia Seguinte” a sua peça preferida por ser a que realiza melhor a sua conceção de teatro: Partindo de uma base realista, mas voltando deliberadamente as costas a todo o realismo literal de superfície; procurando captar a vida na sua totalidade, e por isso misturando propositadamente o real e o imaginário, o que foi e o que poderia ter sido; situando as personagens num mundo acima do espaço e do tempo que é, ou pretende ser, a transposição mítica do mundo fechado em que vivemos.
O Dia Seguinte vale, pelo menos, como documento de uma época, à semelhança da que vivemos, batida por todos os desesperos e rica em todas as promessas. Depois de a vida lhes ter tirado tudo, “amor, confiança, coragem”, não vendo nenhuma solução para a sua miséria, um jovem casal decide suicidar-se, dizendo não a uma vida que não traria futuro ao filho que em breve iria nascer. Depois da morte, são julgados e acusados de traição por não terem feito “do próprio desespero uma razão para lutar”. As cenas retrospetivas e as visões de acontecimentos que não ocorreram porque as personagens com a sua desistência os impediram, a introdução de personagens hipotéticas pautam a noite que conduzirá ao “Dia Seguinte” e ao fim de “tudo o que foi e tudo o que não chegou a ser… tudo o que nunca será”.




